domingo, 13 de março de 2011
Vivemos neste 2011 o avanço do que as autoridades de Jundiaí chamam de Escola Integral. De integral ela tem pouco, talvez o nome seja este por causa do tempo que as crianças ficam na escola, 8,5 horas. No mais é um absurdo administrativo e pedagógico.Os prédios não tem espaços que permitam tantas horas e tantos alunos, as cozinhas não são funcionais para tanta demanda, merendeiras e funcionários de limpeza se esfalfam e não rendem o esperado por conta da roda viva que é. Os professores ficam 9,5 horas na escola, com horário de almoço mas privados de um lugar para descanso e sem pausa nos períodos da manhã e tarde. As demandas são atabalhoadas, pois diversas empresas vêm a Jundiaí vender seus produtos "revolucionários" (vide Zip, Bradesco, MindLab) e todas querem fazer parte da grade curricular das escolas, querem impor seus produtos, fazendo com que o professor fique menos na escola, já que elas têm de aplicar cursos de capacitação. Parece que a educação está sendo gerida, de forma terceirizada, por vendedores de enciclopédias. Os salários oferecidos ao professor desta escola "integral" é uma afronta. Tanto que utilizam-se professores recém chegados ao sistema, pois caso queiram reclamar estarão intimidados pelo período probatório, período tal que é de 3 anos e após este tempo o profissional é avaliado pelos gestores, e só por eles, das escola onde ele trabalhou. A escola não tem autonomia, fica a reboque de funcionários que agem politiqueiramente. A escola integral angaria votos pois os pais podem deixar os filhos durante o dia sob os cuidados do Estado. Mas a que preço? Dois professores na sala de aula fica mais barato do que construir outra sala.
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